<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[entre o som e a poesia]]></title><description><![CDATA[escritas do eco que habita em mim.]]></description><link>https://entreosomeapoesia.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!_EtX!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff7cd7629-8ca8-49b7-8b7f-91cd71f78f3d_500x500.png</url><title>entre o som e a poesia</title><link>https://entreosomeapoesia.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Wed, 01 Jul 2026 01:25:39 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://entreosomeapoesia.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[JULIOS]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[entreosomeapoesia@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[entreosomeapoesia@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[julios]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[julios]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[entreosomeapoesia@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[entreosomeapoesia@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[julios]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[andar de sapato]]></title><description><![CDATA["porque do ch&#227;o n&#227;o h&#225; vida"]]></description><link>https://entreosomeapoesia.substack.com/p/andar-de-sapato</link><guid isPermaLink="false">https://entreosomeapoesia.substack.com/p/andar-de-sapato</guid><dc:creator><![CDATA[julios]]></dc:creator><pubDate>Fri, 01 May 2026 15:02:54 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/9ba3786f-d6fe-4421-93a7-853f6a876e1c_4032x3024.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">viro o p&#233;
dobro a esquina 
bato na
quela quina

dor que sinto
que n&#227;o passa
subo manco 
pela escada

se me verem andar 
estou descal&#231;o
piso em cacos 
ando em falso

viro o p&#233;
ou&#231;o a batida
de sapato eu caio 
porque do ch&#227;o n&#227;o h&#225; vida</pre></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[recomeçar.]]></title><description><![CDATA["&#201; nas rachaduras do caminho da vida que a luz h&#225; de brilhar&#8221;]]></description><link>https://entreosomeapoesia.substack.com/p/recomecar</link><guid isPermaLink="false">https://entreosomeapoesia.substack.com/p/recomecar</guid><dc:creator><![CDATA[julios]]></dc:creator><pubDate>Tue, 03 Feb 2026 15:15:32 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/ee83497a-df10-4224-8805-2cb9a7a1e4ae_4032x3024.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><em>daqui de dentro, para algum lugar ai fora.</em></p><p>&#201; estranho parar pra pensar que n&#243;s podemos habitar lugares e viver momentos que n&#227;o s&#227;o nossos, e que mesmo que fa&#231;amos de tudo para pertencer a aquela pequena fra&#231;&#227;o da vida, quando aquilo n&#227;o te pertence, n&#227;o tem nada que voc&#234; possa fazer para que a impe&#231;a de ir embora. &#201; vago, &#233; ap&#225;tico, &#233; quase como protocolar, as coisas v&#227;o se encaminhar para os seus devidos lugares querendo ou n&#227;o, voc&#234; estando pronto ou n&#227;o.</p><p>Momentos como esses n&#227;o chegam em fases em que esperamos, mas no fundo sabemos que o fim est&#225; sempre ali, &#224; porta de quem a deixa aberta. E se a porta nunca se fechou, voc&#234; tamb&#233;m reconhece que nunca foi ali seu lugar. No fim, s&#243; se perde a despedida, o sentimento, o habitual, a vaga sensa&#231;&#227;o de pertencimento em um lugar desconhecido e o seu tempo. Tempo que n&#227;o para, tempo que temos at&#233; o fim das nossas vidas, seja ele daqui a 50 anos ou amanh&#227; pela manh&#227;. Mas esse tempo corre, e corre em diferentes ritmos, para cada pessoa, para cada momento e infelizmente n&#227;o podemos para-lo.</p><p>Sempre andei comigo o pensamento de que as coisas acontecem do jeito que elas deveriam acontecer, e mesmo que talvez haja em alguma hip&#243;tese, uma maneira de influenciar e alter&#225;-los, h&#225; tamb&#233;m uma grande chance de que s&#243; estamos adiando o futuro que j&#225; nos pertence. E reconhecer que esse &#233; fim de um ciclo, n&#227;o &#233; uma tarefa f&#225;cil que nos atravessa de maneira un&#237;ssona, cada individuo tem sua pr&#243;pria maneira de lidar com o sentimento do fim, da perda.</p><p>H&#225; um lugar, um momento em nossas vidas, que tudo que procuramos e almejamos &#233; a estabilidade de sentirmos seguros. &#201; o sentimento de que o mundo pode acabar ao seu redor mas voc&#234; continuar&#225; de p&#233;. Eu visitei esse lugar. Eu pude experimentar esse momento algumas vezes, e ele &#233; bom. Ele n&#227;o te pertence mas se torna seu, &#233; quase como um abra&#231;o apertado de m&#227;e, caloroso, protetor, mas diferente desse abra&#231;o, o sentimento se vai quando se perde o efeito, quando voc&#234; &#233; convidado a se retirar e esse momento passa. Ele n&#227;o &#233; pra sempre, mas te faz sentir pra sempre.</p><p>Aqui de dentro, posso te dizer que essa caminhada n&#227;o parece ter uma luz no fim do t&#250;nel, e o caminho definitivamente n&#227;o &#233; o dos mais confort&#225;veis. A sensa&#231;&#227;o de viver num ciclo infinito, que mesmo andando e vivendo todos os percal&#231;os, a estagna&#231;&#227;o &#233; seu maior inimigo. Cada pedra, cada trope&#231;o, cada queda e subida, suas decis&#245;es erradas, seus momentos de alegria, todos os altos e baixos da vida, nos transformaram em quem n&#243;s somos hoje e continuaram nos moldando todos os dias pro resto das nossas vidas, seja qual for seu destino. &#201; inevit&#225;vel.</p><p>N&#227;o h&#225; nada que se possa fazer quando n&#227;o estamos no controle da vida, e posso te contar uma coisa? Nunca estaremos no controle. S&#243; teremos essa vaga sensa&#231;&#227;o quando os caminhos da vida nos levarem para o lugar que sonhamos e planejamos. E isso definitivamente n&#227;o &#233; sobre sorte, at&#233; porque sinceramente quando se tem dinheiro n&#227;o existe m&#225; sorte que a impe&#231;a. Mas por mais clich&#234; que seja, dinheiro n&#227;o &#233; tudo e muito menos as apar&#234;ncias. &#201; nas rachaduras do caminho da vida que a luz h&#225; de brilhar. Ent&#227;o se entregue de corpo e alma, sinta, se apaixone, se decepcione e decepcione, se permita, se arrependa, falhe e reconhe&#231;a seus erros, chore, seja estupidamente a pessoa mais feliz do mundo, ou se quiser a mais infeliz, se perca e se encontre, mas recomece.</p><p>nunca &#233; <em>tarde demais</em> para recome&#231;ar.</p><div class="native-video-embed" data-component-name="VideoPlaceholder" data-attrs="{&quot;mediaUploadId&quot;:&quot;d3a1703b-cc9a-4d88-95c1-71569e430b8b&quot;,&quot;duration&quot;:null}"></div><div><hr></div><p><em><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3opQwVHIpSMHubh9n9hn27?si=f4c84b456a514e74">to a sour flower</a></em></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[deixei de pensar em você]]></title><description><![CDATA["&#201; t&#227;o doido parar pra pensar que nada disso mais importa"]]></description><link>https://entreosomeapoesia.substack.com/p/deixei-de-pensar-em-voce</link><guid isPermaLink="false">https://entreosomeapoesia.substack.com/p/deixei-de-pensar-em-voce</guid><dc:creator><![CDATA[julios]]></dc:creator><pubDate>Tue, 16 Dec 2025 15:00:00 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/35ff4ce4-9164-4dd0-a0f4-a8773b4c24dc_3024x2268.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">&#201; t&#227;o doido parar pra pensar que eu deixei de pensar em voc&#234; 
Que deixei de pensar que poder&#237;amos ser felizes juntos
Que deixei de cultivar todo meu sentimento por te querer
Que deixei de sonhar com o futuro em que voc&#234; estaria nele
Que deixei de lembrar do seu sorriso quando eu chegava perto de voc&#234; 
Que deixei de falar o quanto que eu queria que n&#243;s fossemos pra sempre
Que deixei de amar quando me deixou sozinho sem explica&#231;&#227;o 
Que deixei de procurar por respostas de algo que nunca houve raz&#227;o 
&#201; t&#227;o doido parar pra pensar que nada disso mais importa 
Porque eu deixei de pensar em voc&#234;?</pre></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Felicidade no Infeliz]]></title><description><![CDATA["janela aberta porta fechada"]]></description><link>https://entreosomeapoesia.substack.com/p/a-felicidade-no-infeliz</link><guid isPermaLink="false">https://entreosomeapoesia.substack.com/p/a-felicidade-no-infeliz</guid><dc:creator><![CDATA[julios]]></dc:creator><pubDate>Fri, 14 Nov 2025 15:00:00 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/8977fb4a-ba6a-4bae-9249-3adc937adbdf_4032x3024.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">madrugada tarde
de uma noite fria
de um domingo s&#243;
eu e o que eu digo

janela aberta
porta fechada
o que sinto sai
mas o que vem n&#227;o entra mais

transborda de mim
os sentimentos mais puros
quando me permito sentir 
que aquele n&#227;o &#233; mais meu futuro

ent&#227;o aquilo se vai
eu te coloco em segundo
meu amor em primeiro
esse &#233; o fim do come&#231;o

transborda de mim
a felicidade do fim 
o ponto final
de uma hist&#243;ria infeliz</pre></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Prisões Imaginárias ]]></title><description><![CDATA["preso em um ser dentro de si sem cora&#231;&#227;o"]]></description><link>https://entreosomeapoesia.substack.com/p/prisoes-imaginarias</link><guid isPermaLink="false">https://entreosomeapoesia.substack.com/p/prisoes-imaginarias</guid><dc:creator><![CDATA[julios]]></dc:creator><pubDate>Thu, 16 Oct 2025 17:46:00 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/7a0239eb-5d55-4bbe-bb74-6d48e9db9e36_4032x3024.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="preformatted-block" data-component-name="PreformattedTextBlockToDOM"><label class="hide-text" contenteditable="false">Text within this block will maintain its original spacing when published</label><pre class="text">corro contra o tempo
na esplendida vontade de me expressar
na aus&#234;ncia de mim mesmo
me permito transbordar nas palavras
que vem de mim mas se v&#227;o ao falar

&#233; um privil&#233;gio esse prazer
de se ter e de se encontrar
e de por pra fora as ang&#250;stias de um corpo
onde a solid&#227;o &#233; seu bem estar

as frestas dessa cela imagin&#225;ria
refletem a dor que &#233; se entregar
ao inseguro do incerto
que talvez nunca v&#227;o me ouvir falar

mas nesse corpo esconde a dor
a luz e a ilus&#227;o a vida e a escurid&#227;o
que se &#233; viver debaixo da imagina&#231;&#227;o
preso em um ser dentro de si sem cora&#231;&#227;o

talvez seja demais pra mim
talvez n&#227;o seja pra mim
talvez o que eu quero &#233; que nunca tenha fim
talvez eu s&#243; quero pertencer a mim</pre></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>